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Dica Ipanema #04: O que é o Daltonismo?

Publicado em 21 de maio de 2018


Lembra que em nosso último post sobre luz azul, no qual nós citamos uma doença chamada Daltonismo? Então, hoje falaremos sobre essa doença que afeta mais de 180 milhões de pessoas no mundo todo.

Mas o que é o Daltonismo?

Como alguns já devem saber, o daltonismo é uma doença que tem a ver com a percepção de cores. Existem diversos tipos de daltonismo e erroneamente algumas pessoas afirmam que são graus diferentes, porém o que ocorre é a ausência de diferentes tipos de cones receptores em nossa retina e por isso em alguns casos pode ocorrer a não percepção de certas cores, a não percepção de outras cores e mesmo de todas as cores.

O teste de cores de Ishihara é um teste para detecção do daltonismo criado pelo Dr. Shinobu Ishihara. Dependendo do monitor do computador, pessoas com visão normal enxergam o número "74". Muitos portadores do daltonismo enxergam na figura o número "21" e indivíduos com cegueira das cores não enxergam nenhum número.

Fonte: Wikipedia

As cores que enxergamos

A luz chega a nossos olhos através do cristalino que a projeta em uma área no fundo do olho chamada retina, que possui diversas células sensíveis a luz, os cones (sensíveis a faixas do espectro de cores) e os bastonetes (células sensíveis a luminosidade), os cones são divididos em três tipos de cones, cada um deles é sensível a diferentes faixas de cores visíveis por nós humanos, essas faixas visíveis são a azul-violeta, verde e verde-amarelo, que são de forma mais simplificada, classificadas como Azul, Verde e Vermelha respectivamente.

Leia mais sobre espectro de cores visíveis em nosso post sobre luz azul

E é a projeção das cores recebidas por nossos cones e enviadas ao nosso cérebro, que forma as cores que enxergamos, uma vez que nosso cérebro se encarrega de processar a mistura das cores Vermelha, Verde e Azul de forma a gerar todas as cores que enxergamos (exceto os tons de cinza, o famoso “preto e branco”, pois esses ocorrem pela percepção de luminosidade de outro tipo de célula presente em nossa retina, os bastonetes).

E o que causa o daltonismo?

O daltonismo é causado por um gene recessivo, ligado ao cromossomo sexual X, a mutação que leva ao daltonismo atinge com mais frequência os homens uma vez que esses possuem apenas um cromossomo X, enquanto o daltonismo em mulheres é mais raro, pois as mulheres possuem dois cromossomos X, dessa forma mesmo que um deles seja defeituoso o outro compensa, porém o cromossomo defeituoso pode ser transmitido para as próximas gerações.

Porém o daltonismo não ocorre apenas por essa alteração genética, em casos raros o daltonismo pode ocorrer em decorrência de um trauma causado por um acidente ou tumores, lesões neurológicas ou deslocamento da retina.

Foto: FreePik

Tipos de Daltonismo

Conforme dito na abertura do post, erroneamente as vezes fala-se em níveis de daltonismo, porém o que de fato ocorre são diferentes tipos de daltonismo, como dissemos existem três tipos de cones, os responsáveis por receber as cores vermelhas, os responsáveis pelas cores azuis e os responsáveis pelas cores verdes, e assim dependendo da alteração na quantidade de cones ou mesmo ausência deles, a percepção das cores é afetada de diferentes formas.

Assim em termos gerais existem basicamente três formas do daltonismo se manifestar:

A deuteranopia, que é onde ocorre a diminuição ou ausência de cones verdes, na ausência deles a pessoa enxerga em tons de marrom;

Na protanopia , que é a diminuição ou ausência de cones vermelhos, na ausência deles a pessoa enxerga em tons de bege, marrom, verde ou cinza;

E a tritanopia, que é a diminuição ou ausência de cones azuis-amarelos e nesse caso essas cores adquirem tons rosados.

Existem também casos em que a pessoa apresenta diminuição ou ausência de mais de um tipo de cone e assim conseguem apenas distinguir uma cor, alteração na pigmentação dos cones que resultam em uma diminuição da sensibilidade dos respectivos cones, bem como a ausência de cones o que resulta em ver tudo em preto e branco (porém esse caso é extremamente raro, chamado de visão acromática).

Reação de pessoas daltonicas usando lentes que corrigem as distorções de cores causadas pela doença.

Video: Youtube/EnCroma

E tem tratamento?

Quando a doença é resultado de um trauma ou algum outro fator que não a herança genética, ele pode regredir desde que haja o correto tratamento e a pessoa tenha uma reação positiva a essa.

Porém mesmo para quem é daltônico em decorrência de fatores genéticos existe uma forma paliativa de contornar a doença através do uso de lentes corretivas especiais, porém esse apenas funciona para pessoas com redução na quantidade de cones, dessa forma em casos de total ausência de cones de um tipo, os óculos podem não funcionar, ainda assim o criador acredita que os óculos são validos para 80% dos casos de daltonismo.

Mas como esses óculos mágicos funcionam? As lentes desses óculos são revestidas com um material capaz de filtrar as ondas de luz que podem ser enxergadas erroneamente, bloqueando os comprimentos de onda em que há sobreposição, isto é, que podem alterar a percepção das cores.

Dica Ipanema #03: O que é a luz azul?

Publicado em 27 de abril de 2018

A Luz Azul (HEV) é uma parte da luz visível que possui frequencias nocivas e frequencias benéficas aos olhos humanos.

Foto: Dreamstime

Você já parou para pensar como até mesmo as coisas mais simples de nosso dia a dia evoluíram de forma drástica nos últimos anos? Em um período de poucas décadas nós praticamente abandonamos o uso de lâmpadas incandescentes (Filamento), uma tecnologia que foi usada por séculos (criada em 1879 por Thomas Edison), que foi substituída pelas lâmpadas fluorescentes e uma nova evolução já ocorre e vemos cada vez mais a presença de lâmpadas LED.

O mesmo ocorre com tudo o ao redor, uma vez que a tecnologia evolui a rapidamente  e principalmente está cada vez mais presente em nossas vidas, principalmente nas ultimas duas décadas passamos a nos ver cada vez mais cercados de telas por todos os lados desde TVs, Celulares, Tablets, multimídias e painéis de carros, telas em elevadores, vitrines em shoppings, outdoors, entre outros.

Porém diferentemente da tecnologia, nossos corpos não evoluem com a mesma agilidade, dessa forma toda essa transformação tecnológica as vezes trás consigo alguns revezes e esse é o caso da superexposição a luz azul que nós temos sofrido. Mas o que é a luz azul afinal de contas? Para responder essa pergunta vamos recapitular alguns conceitos com relação a visão propriamente dita.

Luz, cores e o arco-íris

Os olhos basicamente enxergam a luz, mais especificamente a luz visível. A luz pode ser dividida em luz visível e luz não visível e o que enxergamos são sete cores do espectro todo de luz (seja ela visível ou não visível). Vermelho, Laranja, Amarelo, Verde, Azul, Anil (ou Índigo) e Violeta – as cores do arco-íris e esse conjunto de cores é a chamado de luz visível, já a luz não visível e tudo que está após a luz vermelha (o chamado Infravermelho) e o que está além da luz violeta (o chamado Ultravioleta).
Assim tudo que somos capazes de ver é a luz visível refletida nas coisas, que ao ser recebida por nossos olhos e processados por nosso cérebro, acaba traduzida em cores – condições como daltonismo, nós explicaremos em um post posterior, por isso acompanhe nosso blog!

A Luz Azul

Dentro da luz visível, existe então as cores que ficam entre o Azul e o Violeta conhecida por Luz Azul, mas é errado pensar que toda luz azul é perigosa e nociva. Pois dentro da luz azul existem algumas faixas que são importantes e benéficas ao corpo, o Azul-turquesa por exemplo é responsável pela regulagem do nosso ciclo de sono, porém nesse post iremos tratar apenas da luz prejudicial, nesse caso é o espectro conhecido como Azul-violeta, essa faixa de luz é responsável por doenças relacionadas a doenças visuais e cegueira, essa faixa de luz é em especial emitida por nossos aparelhos eletrônicos como Celulares (smartphone), tablets, TVs, faróis de LED ou Xênon de carros e multimídias, luz hospitalar, entre outros, apenas para citar alguns.

Dor de cabeça e cansaço nos olhos podem ser sinais de exposição excessiva a luz azul-violeta.

Foto: FreePik

Efeitos da Luz Azul

Essa luz tem efeito acumulativo e vai se manifestando conforme somos expostos a esse tipo de luz ao longo do tempo, isso ocorre por conta das características desse tipo de luz, pois ela é “recebida” no fundo de nossos olhos, uma região particularmente sensível e que é responsável por nossa visão central, o grande problema acontece que essa região tem células que não se regeneram e por isso ao serem danificadas isso é irreversível e por isso pode levar a casos de catarata ou degeneração macular no longo prazo.

Mas calma! Não precisamos chegar ao extremo para tomar providencias não é mesmo? Os efeitos da luz azul são perceptíveis em nós já no curto-prazo então preste atenção nos sinais que seu corpo dá!

Já sentiu cansaço após horas na frente da TV ou do Computador? Dor nos olhos, formação de olheiras, dores de cabeça ou irritação dos olhos? Ou no caso de profissionais da saúde após um longo plantão o tempo todo sob as luzes brancas sentir cansaço além do normal ou algum dos sintomas citados a cima? Então isso pode ser devido a grande exposição a luz azul!

Essa tecnologia toda...

E conforme dissemos no inicio, hoje vivemos em um mundo conectado, serviços e profissões cada vez mais focadas no universo digital, mesmo nossa relação com o trabalho tem mudado com escritórios virtuais, home-office, videoconferências e outras formas de interação virtual e dada as características desse tipo de luz (ser percebida pelo fundo do olho) nós temos tido uma mudança de hábito que nos leva a outro possível problema de saúde ocular, a tendência de aproximar os aparelhos ainda mais de nossos rostos e piscarmos com menos frequência e não apenas isso, mas também através da tecnologia nunca tivemos tanto acesso a informações de forma visual como temos hoje e por isso as crianças estão tendo sua formação ótica cada vez mais cedo, porém dada essa mudança cultural do uso de telas e proximidade de aparelhos ao rosto, temos tido na mesma proporção um aumento em caso de miopia em crianças em idade escolar.

E como faz?

Porém não é o fim do mundo e morar em uma caverna escura não é a solução, assim como esse é um inconveniente da tecnologia, existem também avanços tecnológicos no campo da prevenção, que vão desde a forma digital onde as empresas estão desenvolvendo softwares com capacidade de bloquear a exibição de luz nociva, smartphone tanto com Android quanto iOS, já contam com esse recurso, conhecido como “modo noturno”, esse recurso ganhou esse nome pois um dos problemas que temos com a luz azul além dos citados acima, é o desajuste de nosso ciclo de sono.

É errado achar que são apenas os aparelhos eletrônicos que emitem luz azul, pois como a luz azul faz parte do espectro de luz visível, apesar do nome “luz azul” ela está presente em diversas situações até mesmo o sol emite esse tipo de radiação e em locais de iluminação artificial (lâmpadas) branca, uma vez que a cor Branca é a somatória de todas as cores (incluindo o Azul-violeta).

Assim o que ocorre a noite é que as lâmpadas ao fornecerem esse tipo de radiação de forma artificial no período noturno “enganam” a percepção do corpo e por isso médicos recomendam não usar aparelhos eletrônicos antes de dormir, para não ocorrer à insônia e por isso essa função costuma ser ativa automaticamente em Smartphones e computadores com sistemas operacionais atualizados após anoitecer e com o nome de “modo noturno”.

Porém você pode fazer a prevenção física também através do uso de óculos dotados de lentes com tratamento especial responsável pelo bloqueio parcial da luz azul (aproximadamente 80% do espectro da luz azul, uma vez que conforme dissemos a luz azul-turquesa é benéfica exatamente onde a luz azul-violeta é prejudicial, no ajuste do ciclo de sono).

O uso de Smartphones no período noturno atrapalha nossos ciclos de sono, devido a luz azul emitida, porém você pode ativar o modo noturno de seu smartphone.

Foto: FreePik

Mas e se eu não preciso óculos vou usar “só” por isso?

E existe algum outro benefício em usar esse tipo de proteção? Sim! Se proteger seus olhos e prevenir doenças não fosse benefício suficiente, esse tipo de lentes ainda trazem proteção a outro tipo de radiação nociva que são os raios UV (nesse caso sim temos 100% de proteção), mantem nossos olhos descansados ao longo do dia em frente ao computador e melhoram o contraste das demais cores fazendo com que enxerguemos as cores de forma mais vibrante e rica, além disso em situações de visibilidade prejudicada como (noite ou chuva) elas oferecem uma clareza e nitidez maior quando estamos dirigindo por exemplo.

e-Atleta Jordan usando óculos com filtro de luz azul.

Foto: Gunnar

E engana-se quem pensa que o uso de óculos é coisa apenas para quem tem alguma necessidade corretiva, alguns dos primeiros usuários de óculos com filtro de luz azul foram atletas de e-sports (jogos eletrônicos) profissionais e entusiastas que mesmo sem a necessidade do uso de lentes corretivas passaram a usar como forma de prevenção e melhoria do desempenho (ao diminuir a fadiga física e especialmente dos olhos e aumento de contraste que reflete em reflexos melhores).

Em resumo, nossa visão é responsável por grande parte da informação que recebemos do mundo e por isso devemos cuidar dela e com tantos fatores que podem nos prejudicar no longo prazo, vale iniciar uma prevenção ou cuidado desde já!

Em especial aqueles que se identificaram com alguma das situações que descrevemos como cansaço inexplicável, insônia, dor nos olhos, olheiras e muitas horas na frente de uma tela ou em ambiente com luz artificial branca.

Nas Óticas Ipanema você encontra lentes com tratamento para luz azul de diversas empresas como Zeiss (Blue Protect) ou Fhocus (Lothos Control), encontre a unidade mais próxima e nossos consultores irão auxiliar a entender como funciona essa tecnologia!